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Bom, é exatamente isso. Não vou participar do project direct devido à tempo. Meu roteiro ainda está incompleto... Na verdade, tem tudo... Menos uma argumentação boa. Prefiro ter meu tempo pra resolver a argumentação, e sentir que o roteiro realmente está completo, e daí partir pra produção, do que ficar em uma correria absurda até dia 14 de Dezembro pra poder entregar o curta. Não gosto de criar assim, minha cabeça fica travada, porque acabo pensando mais no tempo do que no que realmente deveria pensar. Sempre cumpro meus prazos, não vai ser dessa vez que não. Então, a verdade é: Eu ainda pretendo filmar esse curta. Gostei da idéia, gostei da história (embora, como já disse: sinto o roteiro incompleto), então pretendo levar o roteiro adiante SIM. O que muda se eu não participar do Project Direct? Bom, muitas coisas... A trilha sonora usada pode ser any músicas, a duração do curta pode ser mais de cinco minutos, enfim... Eu prefiro assim. O curta vai ficar mais do meu jeito.
Minha prova foi adiada para semana que vem, daí surgiu essa confusão toda.
Abraços,
Raccord é continuidade. É manter o bom senso enquanto se faz o filme. (Nota mental: será que está certo se eu responder assim?)
Entre roteiros e notas de faculdade, cá estou eu novamente. O semestre da faculdade está quase terminando (semana que vem termina se eu por acaso conseguir as notas, é claro). E entre planos americanos, eu tenho meus planos para continuar projetos... Infelizmente sinto que o Project:Direct vai ficar muito complicado, visto que pelos meus cálculos, terei apenas 10 dias para a produção do curta. E 10 dias é pouco, quando ainda não se tem todo o material em mãos, e quando o roteiro escrito não parece estar completo... Mas ok, amanhã tenho prova de Linguagem Cinematográfica, sou terrível em decoreba, sou melhor em 'entender' as coisas. E essa matéria tem muita decoreba. Não gosto disso no cinema, acho que não combina. Cinema é arte, não é nada exato... Deveria ser mais subjetivo, tratado também como tal. Tem gente que leva tudo nas regrinhas, e de tão presos às regras, viram robôs cineastas. Não dá... Cinema tem que ser no feeling. Com preparação é claro, mas o feeling é importante. Até porque, quando algo inusitado acontece no set, aonde as regrinhas minuciosas vão parar? Pois é, aí entra o feeling de cada um, e a arte do improviso. Eu adoro improvisar quando estou dirigindo, dizem que é errado fazer isso, mas adoro mudar planos, por exemplo. Quando estou frente a frente com o plano a ser filmado e o cenário inteiro, com os atores preparados, sempre bate um 'humm, vamos improvisar, shall we?'. Cinema para mim é feeling, poesia e técnica, levando a técnica até determinado ponto. Posso estar falando latrina para muitos cineastas /futuros cineastas de plantão. Não esqueçam que Fellini dublava seus filmes, então pedia aos atores para improvisar qualquer coisa com a boca quando não tinham as falas! Acho que tem de ser assim. Nunca levem o roteiro como um mapa de tesouro, apenas como um guia do que minimamente deve ser feito, e nunca esqueçam dos seus instintos na hora de filmar. Às vezes aquela voz interior ajuda bastante. Meu maior aprendizado, não foi com a faculdade, e sim com os momentos em que estava com a mão na massa, com a equipe filmando, com a luz dicróica explodindo do nada, com o barulho do transito atrapalhando a gravação...
É isso por hoje.
Todas as pessoas que de certa forma, trabalham ou sao envolvidas na area de cinema, tem um certo ego, que as faz parecer entender mais do que realmente entendem.